4ª edição - 4 a 8 de março de 2026
Espaço Cultural Renato Russo e Espaço Cia Miragem
A 4ª edição do ARRANHA-CÉU - Festival de Circo Atual vem mais enxuta, mais íntima e criando um espaço de proximidade com o público. Na edição passada, perguntamos “qual é o lugar do circo?” e ocupamos diferentes espaços físicos e virtuais de Brasília. Hoje, afirmamos que o lugar do circo é, antes de tudo, no corpo. Do artista e do público. É onde tudo começa e por onde o mundo se constrói.
Para entrar nesse espaço, convidamos quatro espetáculos solos, quatro universos de um(a) artista só, um corpo em cena (e vários nos bastidores) criando um mundo inteiro. Corpos reais e fantásticos, atravessados por questões íntimas e universais, provocando diálogo com a memória, a identidade e o deslocamento. É o circo dentro de um corpo.
A Sanfonástica Mulher-Lona caminha com a própria lona, carregando o seu fole e transformando cada parada em encontro e encantamento. Em Faminta, a artista cozinha uma travessia rumo ao prazer e à liberdade. Sobretudo desloca a solidão do artista em poesia e reinventa o que resta pela imaginação. Dita Cuja é uma circense migrante que brinca com culturas e estereótipos para recompor as várias mulheres que precisa ser.
Como já está virando tradição, o festival traz, também, as Oficinas de técnicas circenses para adestrar o físico, o Colóquio Pilotis para edificar as acrobacias mentais e o Cine Circo com obras audiovisuais circenses que não se vê na tela da TV. É nessa multiplicidade que fazemos o nosso chão, sobre as idéias e as histórias que compõem os solos do picadeiro.
Venha, também. Se achegue, pegue seus lugares, vamos juntos(as)(es) pisar nestes solos circenses e adentrar em um outro mundo.
Beatrice, Julia e Maíra
Coletivo Instrumento de Ver.
PROGRAMAÇÃO
ESPETÁCULOS
A SANFONÁSTICA MULHER-LONA
com Lívia Mattos (Bahia)
Dia 6/03, às 19h
Espaço Cultural Renato Russo
Classificação Indicativa: Livre
Duração: 30 min
Um delírio circense, em forma de intervenção itinerante. É o circo em si, metaforizado por sua autonomia e liberdade potente de se chegar onde quer, adentrando territórios e diluindo fronteiras. É, ao mesmo tempo, a charanga e o picadeiro de uma mulher só, que conta - por seu acordeom - os sons de seu caminhar imersa no universo poético do fantástico. Vestida de picadeiro e lona de circo, Lívia Mattos realiza um mini-circoncerto ambulante, com sua inseparável sanfona. Engolidora de notas, cuspidora de acordes, a SANFONÁSTICA MULHER-LONA equilibra-se no fio da vida, no respiro do fole. Chega onde deseja. Vai, pois pouco demora...
ENTRADA GRATUITA
FAMINTA
com Natasha Jascalevich (Rio de Janeiro)
Dia 5/03, às 20h (interpretação em Libras) e bate-papo após a apresentação
Dia 6/03, às 20h
Teatro Galpão Hugo Rodas, Espaço Cultural Renato Russo
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 50 minutos
A beleza da carne, a ardência da paixão, o amargor da violência, o sabor da vingança e o processo de fermentação de um corpo-pão, são etapas dessa receita fantástica que traz luz para os desejos e questionamentos vividos por mulheres em uma sociedade misógina. "Faminta" é uma homenagem à potência feminina e ao seu poder de criação, expressos por meio de múltiplas linguagens: teatro, dança, música e circo contemporâneo. Natasha Jascalevich explora essas habilidades em cena, conferindo ao texto contornos ainda mais oníricos.
DITA CUJA
com Luiza Adjuto (Brasília/Noruega)
Dia 7/03, às 17h ( interpretação em Libras) e bate-papo após a apresentação
Dia 8/03, às 18h
Teatro Galpão Hugo Rodas, Espaço Cultural Renato Russo
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 60 minutos
Dita-cuja é aquela que não se fala o nome. Nesse espetáculo, Luiza Adjuto experimenta no corpo diferentes estereótipos, a partir de uma pesquisa que investiga a lira acrobática, a dança e a interação com os objetos. Transitando entre a ameaça, o risco da transformação e da mobilidade, o espetáculo leva para a cena a monstruosidade e a beleza da mulher como pistas para outras possibilidades de estar no mundo. DITA-CUJA traz a vivência da imigração e nos coloca questões sobre as marcas do que chamamos de feminino, em uma construção artística poética que se conecta com diferentes públicos.
SOBRETUDO
com Cia Lar Doce Lar (São Paulo)
7/03 às 20h
Dia 8/03, às 15h (Interpretação em Libras e Audiodescrição) e bate-papo após a apresentação
Teatro Galpão Hugo Rodas, Espaço Cultural Renato Russo
Classificação Indicativa: 8 anos
Duração: 45 min
Um homem só, diante das ruínas do mundo, em meio aos escombros de sua memória defasada e da poeira dos restos, tenta se levantar. Veste-se elegantemente, todo dia, saindo de sua casa inventada, como num ritual de um cotidiano perdido. Revive sua infância enquanto homem adulto, como um cavalo num trote que cavalga na vastidão dos campos inventados. Transformando a solidão em cena e a ausência em poesia, o malabarista solitário convida o público a mergulhar na fragilidade da memória e a reconhecer a força da imaginação diante daquilo que se desfez.
OFICINAS
CRIAÇÃO E SEUS PASSOS
com Emerson Noise, Cia Lar Doce Lar (São Paulo)
6/03, das 14h às 18h
Sala Marco Antônio Guimarães, Espaço Cultural Renato Russo
A partir de 16 anos.
Criação é o ato ou efeito de criar, de tirar algo do nada. Mas o que o circo tem em sua criação que o diferencia das outras artes? O encontro propõe um espaço de experimentação e investigação, oferecendo ferramentas práticas que impulsionam os participantes no desenvolvimento de suas ideias. Através de uma série de exercícios e métodos, a oficina facilita o processo criativo, tornando-o mais acessível e estruturado.
A oficina é voltada para pesquisadores da área cênica e artistas circenses que desejam aprimorar seus processos criativos e dar forma às suas ideias.
Valor cheio: R$250
Valor justo: R$200
Valor social: R$100
✨ Esta oficina disponibiliza 2 bolsas integrais, destinadas a pessoas residentes em periferias, pessoas negras, pessoas com deficiência e/ou pessoas trans.
LIRA ACROBÁTICA
com Luiza Adjuto (Brasília/Noruega)
14/03, das 14h às 18h
Espaço Cia Miragem
A partir de 16 anos.
Focada em entendimento de postura e ativação do corpo na execução de exercícios dinâmicos, a fim de ampliar as habilidades dos participantes na lira acrobática.
A oficina é voltada para todos os níveis, porém os participantes precisam de um contato prévio com o aparelho e ter inversões limpas (esquadros bem executados).
Valor cheio: R$300
Valor justo: R$250
Valor social: R$180
✨ Esta oficina disponibiliza 2 bolsas integrais, destinadas a pessoas residentes em periferias.
OUTRAS ATIVIDADES
COLÓQUIO PILOTIS
Escrita circense como criação de mundos
4/03, às 19h, online (com interpretação em Libras)
INGRESSO GRATUITO AQUI
Nos reunimos, artistas e pessoas criadoras de espetáculos e pesquisadoras das ideias e da cena, para falar sobre a escrita em suas muitas possibilidades circense: a criação da dramaturgia no circo, a escrita de textos no processo criativo, a escrita dos textos que vão para a cena e outras familiaridades e estranhamentos entre procedimentos de criação da literatura e da cena. O evento é também uma ação de extensão do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UnB.
Mediação de Maíra Moraes
Participação de Julia Henning, Diocélio Barbosa, Carol Cony e Sarah Nastroyanni.
Maíra Moraes (DF) é artista circense, produtora e gestora cultural, com mais de 23 anos criando e movimentando a cena das artes do corpo. Mestranda na UnB, formada em Dança e especializada em dramaturgia circense, é fundadora do Coletivo Instrumento de Ver. Assina projetos e festivais importantes, com circulação nacional e internacional, incluindo parcerias Brasil–França. Entre espetáculos, pesquisa e gestão, Maíra segue misturando criação, produção e investigação com muita poesia e presença.
Julia Henning (DF) é artista circense e de tudo um tanto no coletivo Instrumento de Ver. Quando não está em cena, pendurada ou caminhando em garrafas, está dirigindo, pesquisando e escrevendo. Vem se dedicando ao estudo e prática das relações entre corpo e texto nas poéticas cênicas, como doutoranda no PPG-Cen da UnB. Mestra no mesmo programa, diplomada em Dramaturgia Circense pelas escolas ESAC (Bélgica) e CNAC (França). É também psicanalista e poeta.
Carol Cony (RJ) é artista, professora e pesquisadora. Doutoranda em Artes da Cena na UFRJ, mestra em Educação pela UNIRIO e formada em dança pela Faculdade Angel Vianna – transita entre o circo, a dança e a performance. Integra o Coletivo Mão e seu último trabalho foi o projeto Ilustre Desconhecido, pesquisa contemplada pelo Rumos/Itaú Cultural.
Diocélio Barbosa (PB), artista, professor e pesquisador, é uma referência em dramaturgias circenses contemporâneas. Atuou na América Latina e na Europa. Doutorando no PPGAC/UFBA, atuou como docente em direção teatral na mesma instituição. Mestre (UFRN), especialista (UFCG), licenciado (UFPB) na área de artes cênicas, diplomado em dramaturgia circense pelo CNAC/França e artista e produtor da Trupe Arlequin e do Festival Balaio Circense (PB).
Sarah Nastroyanni (CE) é artista, educadora e pesquisadora interessada no potencial micropolítico da arte e na articulação entre corpo e discurso. Graduada em Licenciatura em Teatro (IFCE) e especializada em Educação e Diversidades (UAB/UECE), atualmente investiga arte e enteogenia frente aos impactos somato políticos da assimilação dos valores neoliberais, compreendendo a escrita como um gesto de integração e preservação das experiências liminares de consciência e dos saberes oriundos das bioculturas.
CINE CIRCO
7/03, às 19h
Sala Marco Antônio, Espaço Cultural Renato Russo
Sessão de filmes curta metragem. Solos circenses no audiovisual.
INGRESSO GRATUITO AQUI
ENTRENÓS
de Poema Muhlenberg (Cia Nós No Bambu)
O isolamento entre corpos provoca o encontro consigo mesma. A experiência ensina que cada corpo é um portal para conhecer os muitos eus que habitam entre nós.
FICHA TÉCNICA: intérprete criadora e direção de vídeo Poema Mühlenberg / trilha sonora/ direção musical Samuel Mota / vozes Camila Becker / iluminação Emmanuel Queiroz / direção de fotografia e captação de imagens André Xingu / montagem e finalização Manuella Cavalcanti / parceria cultural Mills Audiovisual / apresentação Cia Nós No Bambu / realização Galpão Bambu - espaço de criação / Brasília - João Pessoa, 2020 / Baseado no espetáculo O Vazio É Cheio de Coisa da Cia Nós No Bambu / direção Edson Beserra / coreografia Edson Beserra e Poema Mühlenberg / cenografia e figurino Poema Mühlenberg
SATURNO
de Ana Coll (coletivo Um Café da Manhã)
Inspirado no poema Saturno, de Renata Canin, o número é uma travessia poética pelas correntes invisíveis das emoções humanas. Como rios que se encontram, se misturam e seguem novos cursos, a cena revela o fluxo contínuo de sentimentos que nos atravessam. Sem início definido, sem fim absoluto, apenas transformação. Suspensa no ar, Ana Coll percorre a lira como quem atravessa paisagens internas, o aparelho com extensão das suas memórias e dos seu corpo. Cada movimento nasce do anterior: a delicadeza se dissolve em tensão, a queda encontra o equilíbrio, a entrega se transforma em força. Em imagens de linguagem cinematográfica, o corpo desenha no espaço a passagem entre estados emocionais, do recolhimento à expansão, da fragilidade ao impulso, da vertigem ao silêncio.
FICHA TÉCNICA: Ana Coll / Direção: Ronaldo Cahin / Inspirado no poema homônimo de: Renata Canin / Trilha / Sonora: DJ PG / Maquiagem: Natalia Vaz / Câmeras: Gabriel Azevedo e Michel Igielka / Produção: Ana Coll e Natalia Vaz / Realização: Coletivo Um Café da Manhã.
TRICKS OF THE MONTH
de Emerson Noise (Cia Lar Doce Lar)
Malabarista há 22 anos, Emerson Noise foi convidado pela International Juggling Association para compartilhar, neste curta-metragem, sua investigação com o pião, um brinquedo que atravessa mais de seis mil anos de história. Imagens registradas na cidade de São Paulo.
FICHA TÉCNICA: Filmagem de Tassio Folli / Trilha Sonora de Danilo Rodrigues e Dani Siqueira.
BORA CORAL
de Jovani Almeida (Coletivo Um Café da Manhã)
Em Cobra Coral, a roda Cyr gira como um círculo de força, proteção e ancestralidade. O corpo do artista e Mestre de Capoeira, Jovani Almeida, também conhecido como Tukano, serpenteia dentro e fora do eixo, em movimentos que evocam a ginga da capoeira, o jogo de presença e escuta, o equilíbrio entre ataque e defesa, terra e ar. A rotação contínua da roda se transforma em rito. Cada impulso carrega a vibração de saberes antigos, conectando o movimento às matrizes culturais brasileiras de origem africana. Na fluidez entre giros, quedas e retomadas, surgem referências simbólicas às energias da natureza, à proteção espiritual e à força dos ancestrais nesse diálogo entre o visível e o invisível.
FICHA TÉCNICA: Jovani Almeida / Direção: Ronaldo Cahin / Direção de Arte: Natalia Vaz / Figurino: Natalia Vaz e Tati Selio / Trilha Sonora: DJ PG / Câmeras: Gabriel Azevedo e Ricardo Moura / Produção: Ana Coll, Elisa Taemi, Milena / Marques, Nascedouro Gestão Cultural / Realização: Coletivo Um Café da Manhã.
MACACADA - estudo de uma macaca brasileira
de Maïra de Oliveira Aggio
Criação pluridisciplinar de Maïra de Oliveira Aggio. Trechos do texto “A vida é selvagem” de Ailton Krenak e o poema “Vidas poemadas” de Ana Mumbuca.
FICHA TÉCNICA: Realização e edição de vídeo de Rafaël Swadogo-Mas / Composição Sonora e Musical de Sérgio Bacalhau / Voz e interpretação de Maïra de Oliveira Aggio.
O PEIXE - a pequena ponte entre a gula e a luxúria
de Natasha Jascalevich e Produção de Meduzza Filmes
Após acordar com a cama encharcada e acidentalmente "dar à luz" um peixe, Hanako decide preparar uma receita com o pescado para tentar encontrar um significado para o evento bizarro.
FICHA TÉCNICA: Direção : Natasha Jascalevich / Assistente de direção : Gabriel Stauffer / Produção : Meduzza Filmes / Direção de Fotografia : André Hawk / Direção de Arte: Luiza Mitidieri / Diretor de Locação : Simon Jochemczyk / Assistente de câmera 1 : Eduardo Kozlowski / Assistente de câmera 2 : Camila Mantovani / Roteiro: Natasha Jascalevich / Montagem e Finalização: André Hawk / Color Grading: Philippe Noguchi / Caracterização: Glaucia Fausto / Trilha Sonora original: Jayme Monsanto / Mixagem: Jayme Monsanto / Músico Convidado: Diego Jascalevich / Produção Executiva: Natasha Jascalevich / Produtora : Mariana Jascalevich / Produção de set : Lana Rhodes / Maquinista: Marcos Henrique Dez / Assistente de arte: Yuri Peregrino / Still: Isadora Relvas / Mariana Jascalevich / Phillip Lavra / Thiago de Lucena
FICHA TÉCNICA
Idealização e Realização: Coletivo Instrumento de Ver
Direção Geral: Maíra Moraes
Coordenação de Produção: Julia Henning
Coordenação de Registro e Comunicação: Beatrice Martins
Curadoria: Beatrice Martins, Julia Henning e Maíra Moraes
Produção Executiva: Joana Macedo
Produção Geral: Gabriela Onanga
Produção de Atividades Paralelas: Tassiana Rodrigues com assistência de Enrico Scodeller
Coordenador de Montagem: Euler Oliveira
Técnico de Segurança: Lukas Martt
Técnico de montagem de luz e som: João Dimas
Assessoria de Comunicação: Cícero Fraga
Conteúdo para Redes Sociais: Júlia Maia
Identidade Visual: Felipe Cavalcante
Registro Fotográfico: João Saenger
Filmmaker: Marcia Regina | Baleia Filmes
Intérprete de LIBRAS: Bárbara Maria
Audiodescrição: Clarissa Barros
Assessoria de Imprensa: La Pauta Comunicação
Apoios:
FAC, Secretaria de Cultura, GDF, Espaço Cultural Renato Russo, Cia Miragem, La Boulangerie, Comfort Suites Brasília, FAPDF, PPG-Cen UnB e Após explorações
Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.
EDIÇÕES ANTERIORES
2024 - 2018 - 2016
3ª edição - 21 de maio a 2 de junho de 2024
Espaço Cultural Renato Russo, Eixo Cultural Ibero-Americano, Parque Ana Lídia e online
A 3ª edição do ARRANHA-CÉU - Festival de Circo Atual vem nos perguntar qual o lugar do circo. Esse questionamento não é novo, vem nos inquietando desde o nascimento do coletivo Instrumento de Ver, sempre presente nas nossas criações e por onde circulamos. Desde então, já passamos por muitas ruas de todo o Brasil, nos centros e periferias de pequenas e grandes cidades. Também passamos por teatros municipais, estaduais, nacionais e internacionais, galpões improvisados, telas de cinema, computador, celular e páginas de livros. Já criamos para festas, cervejaria, de dia e de noite, teatros alternativos, sempre indo onde o público está.
Esse movimento em direção ao público parece ser bem circense e está nas raízes da itinerância. Mesmo sendo esta uma identidade do circo, ainda assim, parece que nunca estamos onde deveríamos estar. É um pouco por isso que não cansamos de experimentar novos espaços. Essa sensação de inadequação, tanto física quanto simbólica, nos motiva a explorar novas fronteiras. Qual o lugar do circo, fora da margem?
Para movimentar essas questões, convidamos espetáculos que se colocam em diferentes lugares e que dialogam com o mundo a partir de lá. Assum Preto nos fala a partir do corpo de um homem negro brasileiro expatriado. King Kong Fran desloca o lugar da mulher e da feminilidade em confronto com o mundo patriarcal. 23 Fragmentos desses últimos dias se refere ao espaço circular, onde o circo pode falar do mundo e de tudo o que acontece nele. O Cabaré da Nêga reforça que a diversidade é o verdadeiro lugar do circo. A palhaça Macaxeira reivindica a dança e a rua. Nos Fardeaux nos transporta para a relação entre corpo, cidade e natureza.
Além dos espetáculos, a programação traz oficinas, uma residência, colóquios e cine-circo. Cada atividade nos leva para um universo diferente, já que o lugar do circo é, certamente, em qualquer lugar, mas sempre junto do respeitável público!
Entrem, peguem seus lugares e fiquem à vontade!!
Beatrice, Julia e Maíra
coletivo Instrumento de Ver.
PROGRAMAÇÃO
FICHA TÉCNICA
Idealização e Realização coletivo Instrumento de Ver
Coordenação Geral Maíra Moraes
Direção de Produção Julia Henning
Coordenação de Comunicação e Divulgação Beatrice Martins
Curadoria Beatrice Martins, Julia Henning e Maíra Moraes
Produção Joana Macedo e Gabriela Onanga
Direção Técnica, Montagem e Segurança Daniel Lacourt e Vini Martins
Coordenação de Oficinas Tassiana Rodrigues
Direção Artística da Residência Vini Martins com participação de Julia Henning
Identidade Visual Felipe Cavalcante
Registro Fotográfico João Saenger
Registro Audiovisual Caetano Maia
Redes Sociais Beatrice Martins e Cícero Fraga, assistência de Davi Maia
Coordenação Técnica e Produção Euler Oliveira
Técnicos de Iluminação Lemar Rezende, Rodrigo Lélis e Alexandre Lima
Técnico de Som Gustavo Dias
Assessoria de Imprensa La Pauta Comunicação
Apoios:
FAC, Secretaria de Cultura, GDF, Espaço Cultural Renato Russo, Instituto Janela da Arte, Eixo Cultural Iberoamericano, Correio Braziliense, Embaixada da França no Brasil, Instituto Francês, Kale, Noyanne Circus, La Boulangerie, Rama.
Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.
2ª edição - 07 a 16 de dezembro de 2018
Espaço Cultural Renato Russo e Galpão Instrumento de Ver
O 2º Arranha-Céu - festival do circo atual aconteceu entre os dias 7 e 16 de dezembro de 2018. Foi um encontro circense com foco nas novas formas de expressão do circo enquanto linguagem artística múltipla e contemporânea, que tem como objetivo apresentar ao público a diversidade e a atualidade da produção circense por meio do intercâmbio artístico, formação de público e espetáculos, além de discussões teóricas sobre o fazer criativo, tudo isso aliado ao tema "É tudo circo". Nesta edição contamos com o patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura e da Embaixada da França, o que ampliou ainda mais o alcance do festival. Tivemos artistas da França, Argentina, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, que estiveram conosco em 9 dias de trocas no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 sul, e no Galpão Instrumento de Ver, na Vila Planalto.
A partir de um olhar atento para a cena contemporânea do circo e de um diálogo com diferentes grupos, acreditamos que esse recorte permitiu ao público uma aproximação das novas produções circenses. A ideia foi trazer para Brasília produções nacionais e internacionais antenadas com a atualidade e que utilizam o hibridismo como uma ferramenta para suas criações e criar uma rede de convívio e intercâmbio entre criadores do circo contemporâneo.
FICHA TÉCNICA
Idealização e Realização : coletivo Instrumento de Ver
Curadoria : Beatrice Martins, Bela Levi, Julia Henning, Maíra Moraes e Vinícius Martins
Produção Geral : Cirila Targhetta, Julia Henning e Maíra Moraes
Coordenação de Comunicação : Beatrice Martins
Produção e Coordenação Encontro de Alunos : Bela Levi
Produção Executiva : Joana Macedo
Direção técnica, montagem e segurança : Daniel Lacourt e Vinicius Martins
Coordenação de oficinas : Luiza Adjuto
Colóquio Pilotis : Convidada especial: Maroussia Diaz Verbèke
Curadoria Cine Circo : Cícero Fraga
Direção Artística da Residência : Julia Henning, Maíra Moraes, Beatrice Martins e Vini Martins
Identidade Visual e Serigrafia : Leandro Honda
Fotografias : João Saenger e Sabrina Rocha
Iluminação : Euler Oliveira
Técnicos de iluminação : Lemar Rezende e Rodrigo Lélis
Técnico de som : João Dimas
Professores de Circo participantes : Bela Levi | Clara Lenzi| Studio Levitare | Studio de Acrobacia Aérea Noyanne Resende | Penduricália | Tallyta Torres | Ana Sofia Lamas | Lu Adjuto | Espaço PÉ DiReitO & Trupe de Argonautas
Assessoria de Imprensa : Território Cultural
Agradecimentos especiais aos voluntários que contribuíram com energia e disposição para a realização deste festival
PROGRAMAÇÃO DIÁRIA
07 a 11 de dezembro - Residência Artística TEATRO GALPÃO
07 e 08 de dezembro - O Cano, Udi Grudi (Brasília, Brasil) 20h TEATRO GALPÃO
09 de dezembro - O Cano, Udi Grudi (Brasília, Brasil) 19h TEATRO GALPÃO
12 de dezembro
Cine circo 19h SALA MARCO ANTÔNIO
Encontro de Alunos (Brasília, Brasil) 20h TEATRO GALPÃO
13 de dezembro
Circo em Circulação: troca de experiências 17H SALA MULTIUSO
com Ana Luiza Bellacosta, Julia Henning, Lelê Marins e Nanci Cravinho
Cine circo 19h SALA MARCO ANTÔNIO
Quimera´s Bar (Brasília, Brasil) 20h TEATRO GALPÃO
14 de dezembro
Colóquio Pilotis 10h TEATRO MULTIUSO
com Maroussia Diaz Verbèke (França)
Utopia, Circênicos (Brasília, Brasil) 18h SALA MARCO ANTÔNIO
Garrafas e bancos - em processo, coletivo Instrumento de Ver (Brasília, Brasil) 19h TEATRO MULTIUSO
Maiador, Cia Delá Praká (Rio-França) 21h TEATRO GALPÃO
15 de dezembro
Utopia, Circênicos (Brasília, Brasil) 18h SALA MARCO ANTÔNIO
Outras formas, espetáculo que reúne dois processos criativos:
Rotina Equilibrada, Leo Shammah e Coração de Terra, Ana Maíra
Favacho (Brasília-São Paulo) 19h TEATRO MULTIUSO
Antes Crudo, Cia Nido (Rosário, Argentina) 20h TEATRO GALPÃO
16 de dezembro
Utopia, Circênicos (Brasília, Brasil) 16h TEATRO GALPÃO
Palafita, Grupo Fuzuê (Fortaleza, Brasil) 18h TEATRO MULTIUSO
Noite Aérea, cabaré com artistas residentes: Bernardo Ouro Preto, Ciro Ítalo, Iago Gabriel, Mari Helou, Lu Guimarães, Luiza Adjuto e Paloma Menino (Brasília - Rio-São Paulo, Brasil) | Participação especial de Julia Ferrari 19h TEATRO GALPÃO
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en français:
2e édition | 7 au 16 décembre 2018
Espace Culturel Renato Russo | Galpão Instrumento de Ver
Le 2e festival Arranha-céu - cirque actuel s'est déroulé du 7 au 16 décembre 2018. Il s'agissait d'une rencontre circassienne axée sur les nouvelles formes d'expression du cirque en tant que langage artistique multiple et contemporain, qui vise à présenter au public la diversité et l'actualité de la production circassienne à travers l'échange artistique, la formation des publics et les spectacles, en plus des discussions théoriques sur le travail de création, le tout combiné avec le thème "Tout est cirque". Dans cette édition, nous avons le parrainage du Fonds de soutien à la culture et de l'ambassade de France, ce qui a encore élargi la portée du festival. Nous avons eu des artistes de France, d'Argentine, de Rio de Janeiro, de São Paulo et de Brasilia, qui étaient avec nous pour 9 jours d'échanges à l'Espaço Cultural Renato Russo, au 508 sul, et au Galpão Instrumento de Ver, à Vila Planalto.
A partir d'un regard attentif sur la scène circassienne contemporaine et d'un dialogue avec différents groupes, nous pensons que cette approche a permis au public de se rapprocher des nouvelles productions circassiennes. L'idée était d'amener à Brasília des productions nationales et internationales en phase avec le présent et qui utilisent l'hybridité comme outil de leurs créations et de créer un réseau d'interaction et d'échange entre les créateurs de cirque contemporain.
1ª edição - 7 a 11 dezembro de 2016
Na ocasião das comemorações de celebração dos nossos 15 anos de atividades, promovemos, de 7 a 11 de dezembro de 2016, a primeira edição do Festival Arranha-Céu, convidando o público e artistas para um grande encontro com as acrobacias aéreas de Brasília, com uma programação voltada para adultos e crianças.
A iniciativa, totalmente independente de patrocínios, promoveu o encontro, o intercâmbio e a difusão do circo brasiliense com uma programação diversa, dentre colóquio, cine clube, cabaré e espetáculos. O evento reuniu, em cinco dias, um panorama das acrobacias aéreas em Brasília e promoveu uma discussão sobre a poética dos aéreos, que tanto encanta pela sua versatilidade e beleza, colocando a cidade de pernas para o ar.
BRASÍLIA DE PERNAS PRO AR
Abrindo a programação, o Colóquio Pilotis, um momento de encontro em terra firme, com um bate-papo entre artistas convidados para refletir sobre a linguagem contemporânea do circo. Logo após foi armado um Cine Circo no palco do teatro, onde foram projetados vídeos-circo de realizadores do Brasil, França e Bélgica.
Na quinta-feira aconteceu o 1º Encontro dos Alunos de Aéreos, uma mostra dos alunos de cursos de acrobacias aéreas da cidade, em uma noite de celebração do ano de superações e aprendizados. Alunos, aspirantes e jovens artistas tiveram o gostinho de estar no palco e poder apresentar para uma platéia lotada.
A noite de sexta-feira contou com um espetáculo no formato de cabaré chamado de Noite Aérea, no qual artistas da cidade convidados apresentaram seus números nas técnicas de trapézio, tecido, lira, dentre outros aparelhos aéreos. O espetáculo foi dirigido pelas integrantes do coletivo Julia Henning e Maíra Moraes.
No sábado, o teatro Plínio Marcos recebeu o espetáculo PORUMTRIZ, solo da acrobata Beatrice Martins, ex-ginasta da seleção brasileira na sua adolescência, que teve a carreira esportiva interrompida por um acidente na via Dutra, com a equipe do Flamengo, em 1997. O espetáculo solo é permeado por acrobacias, dança, vídeo e conta com trilha sonora original. Tem um tom documental, autobiográfico e espetacular, contando a transição da ginasta para a trapezista. Direção, dramaturgia e coreografia de Raquel Karro.
O domingo foi voltado para o público familiar com a apresentação do espetáculo Meu Chapéu é o Céu, dirigido pela Leo Sykes. O espetáculo traz uma narrativa alegre e feminina, com uma mistura de linguagens que permeia o universo das acrobacias, do clown e do circo-teatro. Em meio as mágicas e bagunças, três lavadeiras interagem entre si resolvendo, promovendo os conflitos e criando um universo encantado.
O festival fechou a programação ainda no domingo, com a participação especial do renomado grupo de circo-teatro Udi-Grudi, pioneiro do circo brasiliense, com o espetáculo OVO. É um dos mais antigos grupos de circo teatro contemporâneo do Brasil e vem, desde 1982 desenvolvendo uma linguagem própria baseada no clown, no teatro experimental e na música. Seus espetáculos já levaram o Udigrudi para Alemanha, Argentina, Bélgica, Bolívia, Canadá, China, Cuba, Dinamarca, Escócia, Espanha, Estados Unidos, Irlanda, Itália, México e Suíça, além de 16 estados brasileiros.
FICHA TÉCNICA
COORDENAÇÃO GERAL E PRODUÇÃO EXECUTIVA | Beatrice Martins, Julia Henning e Maíra Moraes
DIREÇÃO TÉCNICA DE MONTAGEM E SEGURANÇA | Daniel Lacourt
ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE MONTAGEM E SEGURANÇA | Vini Martins
COLÓQUIO PILOTIS| Mediação: Julia Henning
CURADORIA CINE CIRCO | Cícero Fraga e COMOVA
COORDENAÇÃO DO ENCONTRO DE ALUNOS | Bela Levi
DIREÇÃO DO CABARÉ NOITE AÉREA | Julia Henning e Maíra Moraes
ILUMINAÇÃO | Paulo Bittencourt e Pedro Martins
SOM | João Dimas Zerbini
IDENTIDADE VISUAL | Felipe Honda
COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO | Beatrice Martins e Julia Henning
REGISTRO FOTOGRÁFICO| João Sanger
AMBIENTAÇÃO | Leo Bezerra
PRODUÇÃO | Bela Levi e Gabi Onanga
VOLUNTÁRIOS | Leo Bezerra e Mariana Camargo
REALIZAÇÃO | Traços Aéreos, Coletivo Instrumento de Ver e FUNARTE
PARCERIAS | Kale Espaço Saúde, UBT Escalada, Espaço Pé Direito, Trupe de Argonautas, Engenho Arte Circense, Trupe Por Um Fio, Penduricália, Intervenções de Circo Social, Noyanne CircoShow, Cia de Circo do Zé
APOIOS | La Boulangerie, Projeção, Índica, Dom Floriano
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en français:
Ouvrant les célébrations pour célébrer nos 15 ans d'activités, nous avons promu, du 7 au 11 décembre 2016, la première édition du Festival Arranha-céu, invitant le public et les artistes à une grande rencontre avec l'acrobatie aérienne de Brasilia, avec une programmation pour adultes et enfants.
L'initiative, totalement indépendante du mécénat, a favorisé la rencontre, l'échange et la diffusion du cirque de Brasilia avec un programme diversifié, comprenant un colloque, un ciné-club, un cabaret et des spectacles. L'événement a réuni, en cinq jours, un aperçu de l'acrobatie aérienne à Brasília et a encouragé une discussion sur la poétique des acrobaties aériennes, si enchanteresses par leur polyvalence et leur beauté, bouleversant la ville.
BRASILIA À L'ENVERS
En ouverture du programme, mercredi, le Colóquio Pilotis, un moment de rencontre sur la terre ferme, avec une causerie entre artistes invités pour réfléchir sur le langage contemporain du cirque. Peu de temps après, un Cine Circo a été installé sur la scène du théâtre, où des vidéos-cirque de réalisateurs du Brésil, de France et de Belgique ont été projetés.
Jeudi, a eu lieu la 1ère Rencontre des étudiants en acrobatie aérienne, une exposition d'étudiants des cours d'acrobatie aérienne de la ville, dans une nuit pour célébrer l'année du dépassement et de l'apprentissage. Étudiants, artistes en herbe et jeunes artistes ont eu le plaisir d'être sur scène et de pouvoir présenter devant un public nombreux.
Vendredi soir, un spectacle sous la forme d'un cabaret appelé Night Aerial, dans lequel des artistes de la ville ont été invités à présenter leurs numéros dans les techniques du trapèze, du tissu, de la lyre, entre autres dispositifs aériens. Le spectacle a été réalisé par les membres du collectif Julia Henning et Maíra Moraes.
Samedi, le théâtre Plínio Marcos a accueilli le spectacle PORUMTRIZ, solo de l'acrobate Beatrice Martins, ancienne gymnaste de l'équipe brésilienne dans son adolescence, dont la carrière sportive a été interrompue par un accident sur la Via Dutra, avec l'équipe Flamengo, en 1997. spectacle solo est imprégné d'acrobaties, de danse, de vidéo et propose une bande son originale. Il a un ton documentaire, autobiographique et spectaculaire, racontant le passage de gymnaste à trapéziste. Mise en scène, dramaturgie et chorégraphie par Raquel Karro.
Le dimanche s'adressait au public familial avec la présentation du spectacle Meu Chapéu é o Céu, mis en scène par Leo Sykes. Le spectacle apporte une narration joyeuse et féminine, avec un mélange de langages qui imprègne l'univers de l'acrobatie, du clown et du cirque-théâtre. Au milieu de la magie et du désordre, trois lavandières interagissent les unes avec les autres, résolvant, favorisant les conflits et créant un univers enchanté.
Le festival a clôturé le programme dimanche, avec la participation spéciale du célèbre groupe de cirque-théâtre Udi-Grudi, pionnier du cirque à Brasilia, avec le spectacle OVO. C'est l'un des plus anciens groupes de cirque théâtral contemporain du Brésil et, depuis 1982, il développe son propre langage basé sur le clown, le théâtre expérimental et la musique. Ses spectacles ont déjà emmené Udigrudi en Allemagne, en Argentine, en Belgique, en Bolivie, au Canada, en Chine, à Cuba, au Danemark, en Écosse, en Espagne, aux États-Unis, en Irlande, en Italie, au Mexique et en Suisse, en plus de 16 États brésiliens.
